Polícia Civil apreende R$ 500 mil em casa simples durante operação contra golpe que desviava salários de jogadores da Série A



Por Rota Araguaia em 24/06/2025 às 15:22 hs

Polícia Civil apreende R$ 500 mil em casa simples durante operação contra golpe que desviava salários de jogadores da Série A
Polícia Civil

Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu cerca de R$ 500 mil em espécie nesta terça-feira (24) durante o cumprimento de mandados da Operação Falso 9, que investiga um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes financeiros contra jogadores de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro. A apreensão foi feita em uma residência modesta no bairro São Sebastião, em Cuiabá.

Segundo a polícia, o dinheiro foi localizado dentro de uma caixa de papelão, escondida na casa de um homem de 28 anos, alvo de mandado de prisão e de busca e apreensão. Também foram recolhidos celulares, maquininhas de cartão e documentos falsos.

Além da capital mato-grossense, a operação contou com a atuação simultânea das forças de segurança em Porto Velho (RO), Curitiba (PR), Almirante Tamandaré (PR) e Lábrea (AM), totalizando 12 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

Esquema envolvia portabilidade de salários de jogadores

A investigação revelou que o grupo utilizava documentos falsificados para abrir contas bancárias em nome de jogadores profissionais. Com essas contas ativas, os golpistas solicitavam portabilidade dos salários, desviando os pagamentos diretamente para contas controladas por eles.

Conforme apuração da TV Globo, os atletas Gabriel Barbosa (Gabigol), atualmente no Cruzeiro, e Walter Kannemann, do Grêmio, estão entre as vítimas do esquema. Só no caso de Gabigol, o prejuízo teria ultrapassado R$ 938 mil.

Após os desvios, os criminosos realizavam saques e compras rápidas para pulverizar os recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. O grupo teria movimentado mais de R$ 1 milhão em nome de terceiros, com parte significativa dos valores indo para contas em Cuiabá e Porto Velho.

Crimes e penas

Os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo:

  • Fraude eletrônica

  • Uso de identidade falsa

  • Falsificação de documentos

  • Lavagem de dinheiro

  • Organização criminosa

Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

 

A Polícia Civil continua com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos recursos desviados.



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